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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Furto de HD em imóvel ligado a Milton Leite amplia dúvidas sobre operação em SP

Furto de HD, dinheiro deixado no imóvel e possível vazamento ampliam as dúvidas da investigação que tem Milton Leite como alvo em São Paulo.

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O furto de equipamentos de segurança e documentos de um imóvel ligado ao ex-vereador Milton Leite, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, acrescentou novas dúvidas à investigação da Operação Vectura Corrupta, deflagrada em 17 de setembro para apurar a suspeita de infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo.

Segundo a polícia, criminosos invadiram o local no domingo, 20 de setembro, levaram o HD ou gravador que armazenava imagens das câmeras de segurança e deixaram para trás R$ 19.261 em espécie, encontrados sobre um sofá. O caso foi registrado no 11º Distrito Policial, em Santo Amaro.

Durante a perícia, também foram localizados documentos pessoais e cartões bancários em nome de Milton Leite, além de uma lista com nomes e valores cuja origem e finalidade ainda são investigadas. A polícia apura se os registros têm relação com pagamentos feitos por empresas da família do ex-vereador e se envolvem agentes políticos.

O imóvel não constava nos mandados de busca e apreensão cumpridos na operação. De acordo com a polícia, a casa não tinha registro na Prefeitura de São Paulo nem matrícula em cartório, o que teria contribuído para que o endereço ficasse fora da lista de diligências.

A ligação do local com Milton Leite só foi confirmada depois que o advogado da Lesimo Sondagens Projetos e Construções Ltda. compareceu à delegacia e entregou as chaves. A empresa aparece registrada em nome do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e de seu filho, o deputado estadual Milton Leite Filho.

Outra questão apurada é a possibilidade de vazamento de informações da operação. Milton Leite foi alvo de mandado de prisão em 17 de setembro, mas não foi encontrado nos endereços procurados e se entregou no dia seguinte, em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

O delegado Fabrício Intelizano afirmou que a eventual existência de vazamentos será investigada, mas ressaltou que não havia, naquele momento, confirmação de que isso tivesse ocorrido. A operação cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, segundo informações divulgadas sobre a ação.

A defesa de Milton Leite protocolou, em 21 de setembro, um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Os advogados sustentam que a prisão foi baseada em citações feitas por terceiros e afirmam que o ex-vereador precisa de acompanhamento médico regular; também dizem aguardar acesso integral aos autos para demonstrar a inocência dele.

Até o momento, as autoridades tratam o conteúdo encontrado no imóvel, o furto das imagens e a possibilidade de vazamento como linhas de investigação. Não há, no material divulgado, conclusão definitiva sobre a origem da lista, a motivação do furto ou a participação de Milton Leite nos fatos apurados.

Fonte: g1

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