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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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COTIDIANO

Engenheiro relatou risco de colapso antes de desabamento na Penha

Engenheiro disse à CGM que prédio na Penha tinha rachaduras, falhas no projeto e risco de colapso antes do desabamento que matou seis pessoas.

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O engenheiro Fabio José de Oliveira relatou à Controladoria-Geral do Município de São Paulo que identificou falhas graves e risco de colapso no prédio que desabou em 12 de setembro, na Rua Tequici, na Penha, Zona Leste da capital. Seis pessoas morreram no acidente.

Segundo o depoimento, prestado em 18 de setembro, Oliveira vistoriou o imóvel em fevereiro, a pedido de um representante da Construtora New Home, e encontrou rachaduras, escadas fora das normas do Corpo de Bombeiros e divergências em relação ao projeto aprovado pela prefeitura. O prédio tinha 50 apartamentos, enquanto o projeto registrado previa 39 unidades.

O engenheiro também afirmou que a construção pressionava casas vizinhas e que uma delas já apresentava rachaduras nos muros e na calçada. Ele recomendou que a família deixasse o imóvel e disse que os reforços estruturais realizados anteriormente não haviam eliminado o risco de desabamento.

Oliveira informou ainda que apresentou à New Home um orçamento de R$ 1,5 milhão para os reparos, com possibilidade de chegar a R$ 5 milhões. A empresa teria dito que dispunha de R$ 670 mil, e a negociação não avançou.

A CGM apura a atuação de agentes públicos e eventuais responsabilidades relacionadas ao empreendimento. A prefeitura afastou cautelarmente por até 120 dias a servidora Viviane Rodrigues de Palma, que havia vistoriado o local em 2024 e autorizou a continuidade da obra. Ela nega ter atestado a segurança do prédio, e a administração afirma que o afastamento não representa antecipação de responsabilidade.

A Polícia Civil investiga o desabamento e apura a possibilidade de indiciamento por homicídio com dolo eventual. Ronaldo dos Santos Vivaqua está preso, enquanto o engenheiro Cristiano Salgado Vivaqua e a empresária Isis de Freitas Rodrigues Brandão são procurados; as defesas sustentam que eles pretendem colaborar com as investigações.

Além do inquérito sobre as mortes, a polícia apura suspeitas de estelionato envolvendo imóveis vendidos pelas empresas ligadas aos investigados. A prefeitura também determinou a paralisação e a vistoria extraordinária de empreendimentos relacionados à New Home e à Hastiforme.

Fonte: g1

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