O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, usar o poderio militar americano na América Latina e voltou a dizer, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que poderá "aniquilar" o Irã caso não haja um acordo sobre o conflito iniciado em fevereiro.
Em tom patriótico, Trump afirmou que os Estados Unidos vivem uma "era de ouro" e declarou que o país está "mais forte hoje do que nunca". O presidente também criticou as Nações Unidas e atacou o governo do ex-presidente Joe Biden.
Ao defender a política americana para o Irã, Trump disse que jamais permitirá que a República Islâmica obtenha uma arma nuclear. Segundo ele, os Estados Unidos têm "uma decisão a tomar" sobre o país e os aliados devem ampliar o isolamento econômico contra o governo iraniano.
"Será feito um acordo com o Irã que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? Ou eu aniquilo a República Islâmica?", afirmou o presidente americano.
Trump também defendeu a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e na aproximação com a presidente interina, Delcy Rodríguez. Ele citou acordos recentes envolvendo áreas de exploração de petróleo.
Ao mencionar a chamada "Doutrina Donroe", Trump afirmou que poderá empregar o poderio militar dos Estados Unidos para proteger interesses nacionais na América Latina. O presidente classificou cartéis do narcotráfico como inimigos em guerra contra a civilização e disse que eles devem ser mortos, banidos ou detidos.
Trump ainda defendeu uma mudança de regime em Cuba e declarou que os Estados Unidos não permitirão que o país se torne um refúgio para adversários estrangeiros. Durante a passagem por Nova York, ele deve se reunir com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e Delcy Rodríguez.
Fonte: O Globo