O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novamente "aniquilar" o Irã caso não haja um acordo e afirmou, nesta terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU, que o uso do poderio militar americano na América Latina não está descartado.
Em discurso marcado por defesa de sua política externa, Trump disse que os Estados Unidos estão "mais fortes hoje do que nunca" e afirmou que o país vive uma "era de ouro". O republicano também atacou o governo de seu antecessor, Joe Biden.
Ao abordar o conflito com o Irã, Trump afirmou que jamais permitirá que o país obtenha uma arma nuclear e disse que os Estados Unidos ainda precisam decidir os próximos passos. Segundo ele, um acordo poderia permitir a reconstrução do país, mas, caso contrário, a República Islâmica seria "aniquilada".
Trump também defendeu a intervenção realizada no início do ano na Venezuela e reconheceu que a ação teve objetivos principalmente econômicos. Ele citou acordos para a exploração de petróleo e afirmou que Estados Unidos e Venezuela, juntos, concentram mais de 60% do petróleo mundial.
Ao mencionar a chamada "Doutrina Donroe", o presidente americano sugeriu que poderá usar o poderio militar para proteger interesses dos Estados Unidos na América Latina. Ele comparou cartéis de narcotráfico ao Estado Islâmico e afirmou que os grupos devem ser mortos, banidos ou detidos.
Trump voltou a defender uma mudança de regime em Cuba e afirmou que os Estados Unidos não permitirão que adversários estrangeiros usem a ilha para ameaçar o país. Durante a menção, a delegação cubana deixou o plenário em protesto.
Sobre a Groenlândia, o republicano afirmou que os Estados Unidos pretendem construir duas bases militares e manter controle permanente sobre o território. Ele também criticou propostas de regulação global da inteligência artificial e voltou a atacar o Tribunal Penal Internacional.
Fonte: O Globo