O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, aniquilar o Irã caso não haja um acordo e afirmou, durante o debate geral da Assembleia-Geral da ONU, que pode usar o poderio militar americano para defender interesses nacionais na América Latina.
Trump disse que os Estados Unidos têm uma decisão a tomar sobre o futuro da guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro, e defendeu o isolamento econômico do país. Segundo ele, um acordo poderia permitir a reconstrução iraniana, mas, na ausência de um entendimento, a alternativa seria destruir a República Islâmica.
O presidente americano também declarou que jamais permitirá que o Irã obtenha uma arma nuclear. Ele afirmou ainda que o país desenvolveu um míssil capaz de atingir a Europa e cobrou atenção dos governos europeus.
Ao abordar a Venezuela, Trump defendeu a intervenção americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e no início de uma relação com a presidente interina, Delcy Rodríguez. O republicano reconheceu que a operação teve razões principalmente econômicas e citou acordos sobre o petróleo venezuelano.
Trump classificou os cartéis de drogas como o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental e afirmou que esses grupos devem ser mortos, banidos ou detidos. Ele também voltou a defender uma mudança de regime em Cuba, provocando a saída da delegação cubana do plenário durante sua fala.
Sobre a Groenlândia, o presidente americano anunciou a intenção de construir duas bases militares no território e disse que os Estados Unidos devem manter controle permanente sobre sua segurança. Ele também criticou propostas de regulação global da inteligência artificial e atacou o Tribunal Penal Internacional.
Fonte: O Globo