O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira (22), durante o Debate Geral da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, aniquilar o Irã caso não haja um acordo e afirmou que o uso do poderio militar americano na América Latina não está descartado.
Em discurso de tom patriótico, Trump disse que os Estados Unidos vivem uma "era de ouro" e afirmou que o país está mais forte do que nunca. O republicano também atacou o governo do ex-presidente Joe Biden, que deixou o cargo em 2025, e criticou as Nações Unidas.
Trump defendeu a guerra contra o Irã, iniciada por seu governo em fevereiro, e disse que jamais permitirá que a República Islâmica obtenha uma arma nuclear. Segundo ele, os Estados Unidos precisam decidir o futuro do conflito, enquanto países aliados devem ampliar o isolamento econômico de Teerã.
O presidente americano voltou a apresentar como alternativas um acordo que permita ao Irã se reconstruir ou a destruição do país. Ele sugeriu ainda que um entendimento poderia ser alcançado depois das eleições de novembro.
Ao tratar da América Latina, Trump defendeu a intervenção realizada no início do ano na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e na aproximação com a presidente interina, Delcy Rodríguez. Ele citou acordos recentes, incluindo concessões para exploração de petróleo.
Com base na chamada "Doutrina Donroe", Trump afirmou que os Estados Unidos podem usar seu poderio militar para proteger interesses nacionais na região. Ele também comparou os cartéis de drogas ao Estado Islâmico e defendeu que seus integrantes sejam mortos, banidos ou detidos como combatentes inimigos.
Trump voltou a defender uma mudança de regime em Cuba e declarou que não permitirá que o país sirva de refúgio para adversários estrangeiros. O presidente também rejeitou propostas de controle global sobre o desenvolvimento da inteligência artificial e pediu que os líderes passem a usar o termo "superinteligência".
Durante o discurso, Trump atacou ainda o Tribunal Penal Internacional, cujos juízes chamou de grupo mal-intencionado. Os Estados Unidos não integram a Corte e já adotaram sanções individuais contra seus representantes.
Fonte: O Globo