O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (22) que pretende universalizar até 2029 os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário nos 371 municípios atendidos pela Sabesp. A declaração foi dada durante uma coletiva na Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri, na Grande São Paulo, e está condicionada a uma eventual reeleição.
O contrato de concessão da Sabesp para a Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário (URAE-1) antecipou de 2033 para 2029 a meta de universalização nas cidades abrangidas. O documento prevê atendimento de 99% da população com água potável e de 90% com coleta e tratamento de esgoto, parâmetros definidos pelo Marco Legal do Saneamento. ([parceriaseminvestimentos.sp.gov.br](https://www.parceriaseminvestimentos.sp.gov.br/sec-parcerias-investimentos/projetos/projetos-contratados/sabesp-sp?utm_source=openai))
Segundo o governador, o plano de investimentos da companhia prevê cerca de R$ 70 bilhões entre 2024 e 2029. A Sabesp confirma a previsão e informa que os recursos serão destinados à expansão da cobertura, à segurança hídrica e à melhoria da infraestrutura. ([ri.sabesp.com.br](https://ri.sabesp.com.br/a-companhia/perfil-corporativo/?utm_source=openai))
Durante a coletiva, Tarcísio citou 15 estações de tratamento de esgoto em obras, quatro unidades em modernização e 11 novas estações em construção. De acordo com as informações apresentadas pelo governo, as intervenções devem elevar a capacidade média de tratamento para 22,5 mil litros por segundo, aumento de 40,6% que poderá ampliar o atendimento a mais de 4 milhões de pessoas.
A ampliação da estação de Barueri integra o programa Integra Tietê, que prevê R$ 30 bilhões em investimentos até 2029, segundo o governador. A unidade trata atualmente 16 mil litros de esgoto por segundo e deverá alcançar capacidade de 22 mil litros por segundo após as obras.
Tarcísio também afirmou que houve redução de quase 30% na carga orgânica lançada no rio Tietê nos dois anos anteriores e que o volume tratado aumentou em 10 bilhões de litros por mês. O programa inclui ainda ações de desassoreamento, com 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados desde 2023, conforme os dados divulgados pelo governo.
Fonte: g1