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terça-feira, 22 de setembro de 2026

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Papa Leão XIV visita França com missa para 600 mil pessoas e encontro com vítimas de abusos

Leão XIV visita a França de 25 a 28 de setembro, com missa para 600 mil pessoas, passagem por Lourdes e encontro com vítimas de abusos.

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O papa Leão XIV visita a França entre sexta-feira, 25 de setembro, e segunda-feira, 28 de setembro de 2026, em uma agenda que inclui uma missa para cerca de 600 mil pessoas em Paris, encontros com fiéis e uma reunião privada com sete vítimas de violência sexual na Igreja, em Lourdes.

A viagem começa em Paris, onde o pontífice será recebido pelo presidente Emmanuel Macron no aeroporto de Orly e visitará o Palácio do Eliseu e a sede da Unesco. Leão XIV também celebrará vésperas na Catedral de Notre-Dame e participará de uma vigília com jovens no Stade de France.

No sábado, 26 de setembro, o papa celebrará uma missa na Praça da Concórdia, que já reúne cerca de 600 mil inscrições. Depois, seguirá para Lourdes, no sudoeste do país, onde fará uma oração na gruta do santuário.

No domingo, 27 de setembro, Leão XIV se reunirá com bispos franceses e celebrará uma missa na esplanada do santuário, onde são esperadas cerca de 200 mil pessoas. A programação também prevê um encontro privado com sete vítimas de violência sexual cometida no ambiente da Igreja e uma visita à estrutura Accueil Notre-Dame, dedicada a peregrinos doentes ou com deficiência.

A última etapa da viagem será em Metz, na segunda-feira, 28 de setembro. O pontífice participará de um encontro inter-religioso com líderes muçulmanos, judeus e protestantes, além de uma reunião sobre as raízes da Europa, a paz e a unidade, seguida de uma missa na Catedral de Saint-Étienne.

Em Metz, Leão XIV deverá abordar o futuro do continente ao lado de Macron. A escolha da cidade tem caráter simbólico por sua história ligada às disputas entre França e Alemanha e pela proximidade com Scy-Chazelles, onde nasceu Robert Schuman, considerado um dos fundadores da integração europeia.

A visita ocorre em meio ao debate sobre o papel da religião em uma sociedade francesa secularizada. O deputado Alexis Corbière afirmou, em artigo publicado pelo jornal Libération, que o acolhimento ao papa deve respeitar os princípios de laicidade da República.

Fonte: O Globo

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