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terça-feira, 22 de setembro de 2026

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JUSTIÇA

MPF denuncia dono da Voepass e 11 ex-funcionários por queda que matou 62

MPF denuncia dono da Voepass e 11 funcionários e ex-funcionários pelo acidente que matou 62 pessoas em Vinhedo, em 2024.

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O Ministério Público Federal denunciou à 9ª Vara Federal de Campinas (SP) o dono da Voepass, José Luiz Felício Filho, e outros 11 funcionários e ex-funcionários da companhia pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. A denúncia foi apresentada nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, no caso da queda do voo 2283, que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em 9 de agosto de 2024.

Entre os denunciados estão profissionais ligados às áreas de despacho de voo, manutenção, operações, engenharia, segurança operacional e direção da empresa. Dois pilotos e dois controladores que haviam sido indiciados pela Polícia Federal ficaram fora da denúncia apresentada pelo MPF.

Segundo a acusação, a tragédia não teria sido provocada por uma falha técnica isolada, mas por uma sequência de omissões na manutenção preventiva e na gestão de segurança da Voepass. O MPF sustenta que a companhia teria mantido a operação sem condições financeiras mínimas e que falhas recorrentes no sistema de degelo deixaram de ser adequadamente reportadas.

O relatório final da Polícia Federal apontou que a aeronave enfrentou formação severa de gelo, problemas no sistema de degelo e falhas na execução de procedimentos operacionais. A investigação também identificou registros incompletos de panes anteriores e a liberação do voo mesmo diante de condições consideradas críticas.

A queda ocorreu quando o ATR 72-500, matrícula PS-VPB, fazia a rota entre Cascavel (PR) e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Todas as 62 pessoas a bordo — 58 passageiros e quatro tripulantes — morreram.

A apresentação da denúncia não significa que os acusados já sejam réus ou condenados. A Justiça Federal ainda deverá analisar se aceita a acusação; somente depois disso será aberta ação penal, com direito de defesa e produção de provas.

Fonte: g1

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