O Tribunal Arbitral da FGV tomou uma decisão de 50 páginas que altera drasticamente o controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. A Eagle Bidco, detentora de 90% da SAF, teve seus direitos políticos devolvidos, anulando atos societários realizados sem sua participação e considerando ilegal a posse de Durcesio Mello. A decisão também retira uma proteção específica que mantinha John Textor em sua posição, separando os direitos da Eagle da situação pessoal do empresário.
A arbitragem suspendeu acordos e atas de assembleias realizadas desde julho de 2025 sem a representação da Eagle Bidco, questionando deliberações recentes. A eleição e posse de Durcesio Mello em abril também foram declaradas irregulares, enfraquecendo a legitimidade da mudança de comando durante a crise.
A decisão determina a reorganização do conselho de administração, com a saída de indicados por Textor e a entrada de representantes da Eagle, além da possibilidade de um nome indicado pelo clube associativo. A Eagle Bidco reafirmou seus direitos políticos plenos, incluindo a participação na Assembleia Geral Extraordinária marcada para 14 de maio.
O tribunal também declarou "litigância de má-fé da SAF Botafogo", indicando o uso de medidas processuais consideradas abusivas. Uma audiência foi marcada para 26 de maio para buscar estabilidade e evitar judicialização excessiva, com foco em evitar um colapso institucional do clube.