A jogadora Tifanny Abreu obteve, em 16 de outubro, uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro que garante sua participação pelo Osasco na Supercopa Feminina e nos jogos da Superliga. A decisão determina que a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) libere a atleta, sob pena de multa de R$ 5 mil por partida em caso de descumprimento.
A ordem foi assinada pelo juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. Com a decisão, Tifanny tem condição de jogo na partida contra o Praia Clube, pela Supercopa, e na estreia do Osasco na Superliga, marcada para 19 de outubro, contra o Brasília Vôlei/BRB.
Em nota, a CBV informou que cumprirá a decisão em caráter excepcional e provisório, mas afirmou que apresentará os recursos cabíveis. A entidade também disse que o caso permanece em análise na Justiça Desportiva, por meio do Mandado de Garantia nº 002/2026, e que aguarda o julgamento definitivo do processo.
A disputa judicial começou depois que a CBV liberou as inscrições das jogadoras do Osasco, mas manteve pendente o registro de Tifanny. A atleta e o clube também recorreram ao Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A restrição está relacionada à política de elegibilidade anunciada pela CBV em 14 de agosto, alinhada às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI). A norma prevê a triagem do gene SRY como critério para a participação na categoria feminina, com exceções estabelecidas no regulamento.
Fonte: O Globo