O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira, 9 de maio de 2026, que pretende oferecer um cargo ao ex-presidente Jair Bolsonaro em seu eventual governo. Em entrevista ao programa CNN 360°, da CNN Brasil, Flávio declarou que Jair Bolsonaro é sua "referência" e que "se ele quiser exercer um cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer". Ele também expressou a intenção de subir a rampa do Palácio do Planalto com o pai, caso seja eleito e uma anistia seja aprovada. Flávio Bolsonaro também indicou sua preferência por uma mulher para compor a chapa como vice, mencionando que pesquisas e reflexões recentes apontam para essa direção, buscando uma "pessoa com experiência que possa agregar".
O senador comentou ainda o caso do senador Ciro Nogueira, citando a "sorte" de ter o ministro André Mendonça como relator no Supremo Tribunal Federal (STF) para seu caso. Flávio Bolsonaro ressaltou que o apoio buscado é da federação composta pelos partidos Progressista e União Brasil, e não apenas do senador Ciro Nogueira.
Paralelamente, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou no STF uma revisão criminal buscando anular a condenação de 27 anos de prisão do ex-presidente. O pedido, endereçado ao ministro Edson Fachin, ocorre após a promulgação da Lei da Dosimetria pelo senador Davi Alcolumbre, que pode beneficiar Bolsonaro. Os advogados argumentam cerceamento de defesa e pedem a anulação da delação de Mauro Cid. Caso as nulidades não sejam aceitas, a defesa pleiteia o afastamento da condenação por crimes como organização criminosa, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O documento alega que o ministro relator, Alexandre de Moraes, decretou o trânsito em julgado de forma prematura, cerceando o direito recursal.
Também nesta sexta, Alexandre de Moraes foi sorteado relator das ações que questionam a lei da dosimetria, movidas pela Federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). O ministro solicitou informações ao presidente da República e ao Congresso Nacional, que deverão ser prestadas em cinco dias. Em seguida, os autos seguirão para manifestação da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República.