O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição em que aceita o desafio de Lula para abrir sigilos e exige também informações sobre pessoas próximas ao presidente e gastos da Presidência.
A campanha de Flávio pediu o levantamento dos sigilos bancário e telemático do Instituto Lula e de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de registros relacionados ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
O documento também solicita a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência, da agenda da primeira-dama Rosângela Janja da Silva e dos registros de entrada do banqueiro Daniel Vorcaro e de seus intermediários nos palácios do Planalto e da Alvorada.
A campanha do PL cobrou ainda a lista de visitantes recebidos por Vorcaro enquanto ele esteve detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e a relação de passageiros de seu jatinho entre 10 e 20 de novembro de 2025. O período inclui a primeira prisão do banqueiro, determinada pela Justiça Federal de Brasília em 17 de novembro daquele ano.
Flávio também pediu informações sobre os acessos da lobista Roberta Luchsinger aos palácios da Alvorada e do Planalto, reuniões dela em órgãos federais e eventuais voos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).
Segundo a petição, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) negou acesso aos registros de entrada de Luchsinger no Palácio da Alvorada sob a justificativa de que a divulgação poderia oferecer risco à segurança de instituições ou altas autoridades e seus familiares.
A iniciativa de Flávio responde a uma petição apresentada por Lula ao TSE na terça-feira (20). O presidente autorizou a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos, desde que Flávio fizesse o mesmo em relação a si próprio e a familiares.
Durante debate da Band no domingo (18), Lula propôs a abertura dos sigilos em resposta a acusações de Flávio relacionadas à corrupção. Na petição, a defesa do senador classifica a proposta como uma “promessa vazia” e afirma que eventuais irregularidades estariam escondidas em sigilos de terceiros.
Fonte: O Globo