O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira (9) que pretende convidar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para integrar seu eventual governo, caso seja eleito. A declaração foi dada em entrevista ao programa CNN 360°, da CNN Brasil.
"O Jair será sempre o meu norte, minha bússola, minha referência, a pessoa com quem eu me consulto. Se ele quiser exercer um cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer", disse o senador.
Flávio também demonstrou preferência por uma mulher para o cargo de vice na chapa. "Ultimamente, eu tenho refletido e as pesquisas têm mostrado, eu tenho preferência por uma vice. É o que nós estamos buscando, a pessoa com experiência que possa agregar de verdade", declarou.
O senador comentou ainda o caso do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teve ações protocoladas contra ele no STF. "São acusações graves que pesam contra ele. Mas ele tem a sorte de ter na relatoria do caso no Supremo um ministro que não vai agir fora dos autos, que vai cumprir a lei e não vai perseguir ninguém", referindo-se ao ministro André Mendonça. "A gente não está negociando o apoio do senador Ciro Nogueira. O que nós sempre conversamos foi o apoio da federação. São dois partidos juntos, o Progressista e o União Brasil, e são bancadas grandes, são dezenas de parlamentares.", explicou.
Nesta sexta-feira, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma revisão criminal para anular a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão. O pedido argumenta cerceamento de defesa e pede a anulação da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
O documento de 90 páginas sustenta que o ministro relator, Alexandre de Moraes, decretou o trânsito em julgado antes da análise adequada de recursos cabíveis e afirma que houve cerceamento do direito recursal. Caso as nulidades não sejam acolhidas, a defesa pede o afastamento da condenação por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Também nesta sexta, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator das ações que questionam a lei da dosimetria penal, aprovada pelo Congresso e promulgada pelo senador Davi Alcolumbre. O caso foi encaminhado para manifestação da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República.