O governo federal não discute compensações para empresas com o fim da escala 6x1 de trabalho, afirmou o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Ele classificou a ideia de compensar como um "absurdo" e "retrocesso social gigantesco".
A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo. Ceron avalia, no entanto, que há espaço para discutir regras de transição para a mudança, inclusive com análises setoriais sobre os impactos da redução da jornada.
"Acho que a principal discussão é a transição, ter o equilíbrio", disse Ceron. Ele ressaltou que o processo é complexo e precisa de "razoabilidade" e "avaliar" os diferentes setores.
O secretário também comentou a estratégia legislativa para a mudança. Ele indicou que a Constituição pode prever comandos gerais, com detalhes a serem regulamentados por projeto de lei complementar, permitindo flexibilidade e ajustes futuros.
Apesar da resistência a compensações financeiras, Ceron admitiu a possibilidade de discutir linhas de crédito para os setores mais afetados pela mudança. Os termos, porém, não foram detalhados.
Fonte: O Globo