Brasília - A pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência enfrenta um desafio silencioso: o baixo engajamento de governadores aliados nas redes sociais. Um levantamento do GLOBO revela que, apesar da pressão de Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio e ex-vereador, a maioria dos governadores próximos a Jair Bolsonaro tem demonstrado pouca adesão à candidatura do senador. Desde que Flávio foi anunciado como pré-candidato pelo pai no final de 2025, as postagens de apoio em suas páginas oficiais nas redes sociais têm sido raras.
A cobrança pública de Carlos Bolsonaro, que sugeriu uma "pente-fino" em prefeitos e vereadores do PL para verificar o empenho na campanha do irmão, contrasta com a aparente inércia de alguns aliados. A investigação abrangeu as páginas de Instagram dos governadores Jorginho Mello (SC), Tarcísio de Freitas (SP), Celina Leão (DF), Otaviano Pivetta (MT), Eduardo Riedel (MS), Cláudio Castro (RJ), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF) e Wilson Lima (AM).
Jorginho Mello (SC) se destaca como o principal apoiador, com três publicações explícitas de apoio a Flávio em 2026, frequentemente criticando o PT e o governo Lula. Tarcísio de Freitas (SP), anteriormente especulado como pré-candidato, publicou apenas uma foto com Flávio e mencionou um "Projeto Brasil". Celina Leão (DF) tem focado em Michelle Bolsonaro e mencionou Flávio em uma única ocasião, referindo-se a um diálogo para "unidade da direita".
Cláudio Castro (RJ) fez uma única postagem de apoio a Flávio após deixar o cargo de governador, além de felicitar Jair Bolsonaro pelo aniversário. Mauro Mendes (MT) e Otaviano Pivetta (MT) publicaram sobre a visita de Flávio ao Mato Grosso apenas um dia após a pressão de Carlos Bolsonaro. Eduardo Riedel (MS) compartilhou uma foto de um encontro com Flávio, referindo-se a ele como "próximo presidente do Brasil". Ibaneis Rocha (DF) e Wilson Lima (AM) não fizeram menções a Flávio em suas redes sociais.