O governo federal anuncia uma nova fase do programa de combate ao roubo e furto de celulares, buscando fortalecer a segurança pública com foco na integração de dados e cooperação com os estados. A iniciativa visa aprimorar o rastreamento, o bloqueio e a devolução de aparelhos, respondendo a uma das maiores preocupações da população em relação à violência urbana.
Lançado inicialmente em 2023, o programa 'Celular Seguro' não atingiu as expectativas. A nova estratégia, ainda em elaboração pelo Ministério da Justiça, propõe a unificação de informações de boletins de ocorrência e o cruzamento de IMEIs (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) para combater o crime de forma mais eficaz. A colaboração com as polícias estaduais é vista como crucial para superar as falhas das ações anteriores. O termo "Governo Lula lança nova frente contra roubo de celulares com foco em integração estadual" pode ser associado a esta iniciativa.
Pesquisas recentes indicam que o roubo de celulares é o crime que mais aflige os brasileiros, afetando todas as classes sociais. O medo de ser assaltado leva a população a ter cautela no uso de seus aparelhos em público. Diante desse cenário, o Palácio do Planalto busca uma resposta efetiva para melhorar a avaliação do governo, especialmente em ano eleitoral.
A cooperação com estados, Ministério das Comunicações, Anatel e operadoras de telefonia é um dos pilares da nova fase. Uma novidade prevista é a notificação a compradores de celulares roubados para que devolvam os aparelhos. A tecnologia será utilizada para localização, bloqueio e alerta às autoridades.
A experiência do Piauí, que registrou uma redução expressiva nos índices de roubo e furto de celulares com um programa similar, serve de inspiração. Em 2025, o estado apresentou a maior queda no crime (-29,7%) e a melhor relação entre aparelhos roubados e recuperados.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 registrou 850.804 roubos e furtos de celulares no Brasil em 2024, uma redução de 12,6% em relação ao ano anterior. A iniciativa busca superar os resultados do 'Celular Seguro', que registrou 4 milhões de CPFs cadastrados e 238.665 aparelhos bloqueados, mas que internamente é considerado aquém do esperado pelo governo.
Esta nova aposta se insere em um contexto de maior ênfase do governo em segurança pública, com o presidente Lula adotando um discurso mais punitivista para se aproximar do eleitorado de centro. A gestão busca capitalizar sobre ações de combate ao crime organizado e diferenciar sua abordagem em relação a crimes como roubo de celular, após ter sido alvo de desinformação na campanha de 2022.
Fonte: O Globo