O Banco de Brasília (BRB) reuniu acionistas nesta quarta-feira (21/04/2026) para debater o aumento de capital, crucial para sanar problemas de desenquadramento nas regras do Banco Central. Apesar de um acordo com a Quadra Capital para venda de carteiras de crédito do Banco Master, a medida foca na liquidez e não na solvência, que depende de um aporte do controlador.
O Governo do Distrito Federal (GDF) negocia um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e um sindicato de bancos. As negociações com o FGC ainda carecem de avanço concreto, mas há otimismo.
Uma alternativa em estudo é a securitização da dívida ativa do GDF. Títulos de crédito de tributos seriam convertidos em um fundo, cujas cotas, ao serem vendidas, gerariam recursos para o aporte de capital no BRB. Essa operação poderia reduzir a dependência do empréstimo do FGC/bancos.
Para o avanço do empréstimo do FGC, falta a designação de um coordenador para o sindicato de bancos, que pode contar com até seis instituições, incluindo a Caixa Econômica Federal.
A estrutura de garantias para a operação com o FGC é um ponto sensível, pois os imóveis listados pelo GDF podem não ser suficientes. A securitização da dívida ativa também pode suprir essa necessidade.
A governadora Celina Leão e o presidente do BRB, Nelson de Souza, intensificaram viagens para negociações com o sistema financeiro e o FGC. O prazo para a solução do problema de capital do BRB é 29 de maio.
A venda de carteiras ao FDIC/Quadra Capital, que deve gerar R$ 4 bilhões, foi destacada por Celina Leão como parte de um plano para fortalecer o banco e seu papel no DF. A operação pode, futuramente, reduzir a necessidade de provisão e, consequentemente, o prejuízo do banco.
Negociadores do GDF enfrentam obstáculos, como a capacidade de o ente tomar empréstimos sem aval da União e a proximidade do fim do mandato governamental.
Sem os recursos necessários, o BRB poderia enfrentar medidas drásticas, como a privatização, defendida pela governadora, ou a federalização, que não tem apoio do governo federal no momento.
Fonte: O Globo