O dólar comercial fechou em R$ 5,10 nesta quarta-feira (8), o menor valor desde maio de 2024. A Bolsa de Valores brasileira atingiu um novo recorde histórico, impulsionada pela queda acentuada do preço do petróleo no mercado internacional. O barril de Brent recuou 13,28%, cotado a US$ 94,75, enquanto o WTI despencou 16,41%, a US$ 94,41.
O alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos, Israel e Irã, anunciado pelo presidente americano Donald Trump, reduziu o temor de inflação futura. Essa perspectiva diminuiu a expectativa de altas nas taxas de juros globais, favorecendo mercados emergentes como o Brasil.
Analistas apontam que a desvalorização do petróleo e a projeção de juros menores nos EUA e no Brasil impulsionaram o mercado de ações brasileiro. A Bolsa brasileira, com forte presença de empresas ligadas a commodities, atrai investidores internacionais em busca de alternativas às empresas de tecnologia focadas em inteligência artificial no exterior.
O cenário de juros em queda no Brasil, com a Taxa Selic projetada em 12% para o fim do ano, também beneficia as empresas. A redução das despesas financeiras tende a aumentar os lucros e estimular o consumo.
O real, apesar de se valorizar, apresentou um desempenho mais contido em comparação com outras moedas emergentes. Estrategistas apontam que o ingresso de investidores internacionais e a participação do petróleo na balança comercial brasileira contribuíram para a performance da moeda.