O ministro do STF Dias Toffoli utilizou um jato de propriedade da Prime Aviation, empresa da qual o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, era sócio, em um voo no dia 4 de julho do ano passado. A informação foi divulgada pelo jornal "Folha de S. Paulo".
Segundo a publicação, Toffoli embarcou no terminal executivo de Brasília às 10h, em um voo com destino a Marília (SP), cidade natal do ministro. Daniel Vorcaro permaneceu como sócio da Prime Aviation até setembro de 2025.
Na mesma data, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foram enviados a Ribeirão Claro (PR), cidade próxima a Marília onde fica o resort Tayayá, frequentado por Toffoli e do qual ele já foi sócio. Os registros do TRT indicam que o apoio era para um ministro do STF, sem especificar qual.
A aeronave utilizada por Toffoli já havia sido empregada pelo ministro Alexandre de Moraes em viagens a São Paulo entre maio e outubro de 2025.
Toffoli também é sócio da empresa Maridt, que administrava o resort até fevereiro de 2025. Anteriormente, a Maridt vendeu parte de sua sociedade para o fundo Arleen, controlado pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
As relações de Toffoli com o empresário e a divulgação de um relatório da Polícia Federal que menciona o ministro na investigação do Master têm desgastado sua posição. Toffoli deixou a relatoria do caso na Corte, sendo substituído pelo ministro André Mendonça.
Em outra ocasião, em 28 de agosto do ano passado, o próprio Daniel Vorcaro, três parlamentares e dois ex-ministros viajaram juntos em um jato de Brasília para São Paulo. Entre os passageiros estavam o senador Ciro Nogueira (PP-PI), os líderes na Câmara Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Rodrigo Gambale (Podemos-SP), além dos ex-ministros Fábio Faria e Bruno Bianco, que atuou como advogado de Vorcaro.
Fonte: O Globo