O Ministério de Minas e Energia (MME) solicitou à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) a apuração de possíveis práticas abusivas em um leilão de gás de cozinha (GLP) realizado pela Petrobras. O pedido surge após o registro de vendas com ágios superiores a 100% sobre os preços usuais, o que pode impactar o consumidor.
O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já anunciou a anulação do leilão. Lula classificou a operação como um ato de "cretinice e bandidagem", afirmando que o leilão foi realizado contra a orientação do governo e da diretoria da Petrobras. "O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra", declarou o presidente.
O certame ocorreu em um contexto de escalada nos preços internacionais de energia e poderia elevar o custo do botijão de 13 quilos em até R$ 39,40. A decisão de realizar o leilão gerou um impasse interno na Petrobras, levando ao afastamento do gerente responsável pela área de comercialização e sendo classificada nos bastidores como um ato de "insubordinação".
O episódio acontece em um momento delicado para o governo, que busca controlar a inflação e preservar programas sociais como o Gás do Povo. Cerca de 75% do GLP consumido no Brasil é produzido pela Petrobras, e o preço do botijão é considerado estratégico para a economia.
Lula reiterou o compromisso do governo em proteger o consumidor, afirmando que "o preço do gás não vai subir".