O Supremo Tribunal Federal (STF) deve definir em março o formato da eleição para o governo do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro. O julgamento ocorrerá no plenário físico da Corte, após a Semana Santa.
O presidente do STF, Edson Fachin, consultará os ministros para buscar uma solução conjunta. A análise foi suspensa pelo ministro Cristiano Zanin, que determinou que as ações sobre o tema sejam julgadas em conjunto. O caso, que tramitava em plenário virtual, será reiniciado fisicamente.
A Corte decidirá se a eleição para o governo do Rio será indireta, pelos deputados estaduais, ou direta, com voto popular. Ministros debatem a soberania popular e o risco de influência de grupos criminosos em eleições diretas, enquanto outros temem o impacto prático e o calendário apertado.
A decisão do STF é motivada pelo vácuo de poder no Executivo estadual, após a renúncia de Castro e a ausência de vice-governador. O julgamento responde a uma ação do PSD, que contesta a lei estadual e defende eleições diretas.