O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, intensificou movimentos para se viabilizar como candidato à presidência pelo PSD, buscando superar o favoritismo do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Após a desistência de Ratinho Junior (PR), Caiado era dado como nome certo, mas Leite passou a atuar nos bastidores e publicamente para mudar o curso da decisão.
Jorge Bornhausen, membro do conselho do PSD, havia afirmado que Caiado foi escolhido por unanimidade. Contudo, Leite ameaçou não apoiar a candidatura de Caiado, o que poderia esvaziá-la, considerando as divisões internas do partido. A indefinição sobre o nome do PSD adia o anúncio oficial, que deveria ter ocorrido como no caso de Ratinho Junior. Políticos no Executivo têm até 4 de abril para deixar os cargos e disputar as eleições de outubro.
Leite busca apoio fora do PSD. Economistas como Armínio Fraga e Persio Arida, figuras chave no Plano Real, declararam apoio ao governador gaúcho. Fraga, ex-presidente do Banco Central, vê Leite como a opção para tirar o Brasil da polarização. Arida, arquiteto do Real, também manifestou sua preferência, citando o programa de Leite para o Brasil.
O governador gaúcho se posiciona como a única opção de centro, distanciando-se de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. "O PSD precisa ser, nesta eleição, o centro que está faltando. Com todo respeito ao governador Caiado, o que ele busca representar já tem representante na direita", declarou Leite em entrevista à GloboNews. Enquanto Leite foca na alternativa à polarização e no apoio do mercado financeiro, Caiado conta com o aval do agronegócio e setores da direita do partido.
Anteriormente, o PSD considerava Ratinho Junior, que possuía cerca de 10% nas pesquisas, enquanto Leite e Caiado apareciam com menos de 4%. Ratinho, apesar de acenos ao bolsonarismo, era visto como mais ao centro que Caiado. Sua desistência, motivada por pedidos familiares e pela conjuntura política no Paraná, gerou a atual indefinição.
Com 41 anos, Leite se apresenta como uma opção para o futuro, em contraste com os 76 de Caiado. Sua juventude e potencial para maior visibilidade em 2030 são vistos como ativos por membros do partido.
Fonte: O Globo