O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (27) que a eleição para governador e vice-governador do Rio de Janeiro será indireta e com voto secreto. A maioria dos ministros validou a forma de votação secreta na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e confirmou o prazo de desincompatibilização de 24 horas para candidatos.
A decisão derrubou parcialmente a suspensão feita pelo ministro Luiz Fux, que havia questionado trechos da lei estadual que definia as regras para a eleição indireta. Fux havia determinado que o voto deveria ser secreto e o prazo de desincompatibilização de seis meses.
Votos divergentes foram apresentados por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que defendiam eleições diretas com voto popular.
A eleição indireta se tornou necessária após a renúncia do governador Cláudio Castro para disputar o Senado e a saída do vice-governador Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas. O próximo na linha sucessória, o presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, está afastado e investigado.
O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) chegou a anular a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj na quinta-feira (26), por considerar que a votação só poderia ocorrer após a recontagem de votos pelo TRE, desconsiderando os de Bacellar. A recontagem está marcada para terça-feira (31).
Atualmente, o presidente do TJRJ, Ricardo Couto de Castro, ocupa interinamente o cargo de governador.