O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta quinta-feira (26) a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A decisão, tomada por 8 votos a 2, encerra os trabalhos da comissão neste sábado (28).
A controvérsia teve início com uma decisão monocrática do ministro André Mendonça, que havia autorizado a extensão do prazo. Mendonça atendeu a um pedido do presidente da CPMI, senador Carlos Viana, contra a inércia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em analisar o requerimento de prorrogação.
Contudo, a decisão de Mendonça foi levada a referendo do plenário, onde a maioria dos ministros se posicionou contra a extensão. O STF rejeita prorrogação da CPMI do INSS e forma maioria contra decisão.
Durante o julgamento, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes criticaram o vazamento de conversas privadas do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da CPMI. Mendes classificou o vazamento como "deplorável" e "abominável", enquanto Moraes o chamou de "criminosa". O ministro Moraes e Gilmar repudiam vazamento de conversas de Daniel Vorcaro.
A CPMI investigava descontos indevidos em benefícios do INSS e supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados. As investigações começaram em agosto de 2025.