A apresentação do parecer final da CPI do INSS pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foi marcada por um início tumultuado nesta sexta-feira (27/03/2026). O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou o relator de “estuprador” em meio a um bate-boca no plenário da comissão. A confusão começou após a leitura de um discurso do ministro Luís Roberto Barroso, de 2018, que desencadeou uma sequência de provocações entre os parlamentares.
O relator, Alfredo Gaspar, resgatou um episódio de tensão no Supremo Tribunal Federal envolvendo Barroso e o ministro Gilmar Mendes. Na ocasião, durante julgamento sobre doações de campanha, Barroso chamou Mendes de “pessoa horrível, mistura do mal com o atraso, com pitadas de psicopatia”. A leitura do trecho em um ambiente já polarizado elevou o tom entre os parlamentares.
Lindbergh reagiu com irritação às falas do relator, interrompendo a sessão e dando início à troca de acusações. Gaspar tentou conter a escalada e respondeu com ironia: “Calma que ainda não chegamos na Odebrecht”. Na sequência, Lindbergh elevou ainda mais o tom e passou a atacar verbalmente o relator, culminando na ofensa.
O episódio escancarou a tensão que marca a reta final da CPI, que deve votar o relatório — com mais de 200 pedidos de indiciamento — sob forte disputa política. A base do governo atua para barrar a aprovação do parecer, após promover mudanças na composição da comissão para alterar a correlação de forças.