O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (26) contra a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Com seu voto, o placar da votação ficou em 3 a 1 contra a extensão do prazo.
Moraes divergiu da decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a prorrogação por até 60 dias. O voto de Moraes seguiu os de Flávio Dino e Cristiano Zanin, que também se manifestaram contra a medida. Apenas Mendonça votou a favor.
O ministro afirmou que não há "direito líquido e certo" que obrigue a prorrogação, ressaltando que a instauração de uma CPI, com prazo e fato determinados, é um direito da minoria, enquanto a prorrogação é um direito da maioria.
Moraes também apontou possíveis "abusos" cometidos pela comissão, como o vazamento de informações sigilosas para a imprensa. Ele citou o compartilhamento de dados sigilosos de provas da Polícia Federal, incluindo contatos, agendas e telefonemas, com jornalistas.
A sessão do STF continua com a tomada dos votos dos demais ministros.