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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Galípolo: BC tem margem para analisar efeitos da guerra

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, diz que política monetária conservadora deu margem para analisar efeitos da guerra no Oriente Médio na economia brasileira.

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Galípolo: BC tem margem para analisar efeitos da guerra

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (26) que a instituição financeira precisa de tempo para avaliar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação e o crescimento da economia brasileira. Ele destacou que a política monetária restritiva adotada pelo BC permitiu ao Brasil enfrentar melhor o cenário de choque de oferta gerado pelo conflito.

Galípolo explicou que a cautela do Banco Central ao longo de 2024, 2025 e início de 2026 confere à autoridade monetária tempo para entender os desdobramentos da guerra. A declaração foi feita em coletiva de imprensa em Brasília, após a divulgação do Relatório de Política Monetária do BC.

O atual choque de oferta, provocado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, no Oriente Médio, após ataques contra o Irã, tem elevado os preços do petróleo e derivados. Inicialmente, o diagnóstico apontava para um estrangulamento logístico, mas a visão evoluiu para afetar também a capacidade produtiva.

Galípolo lembrou que outros choques de oferta, como a pandemia de covid-19, a guerra na Ucrânia e a guerra tarifária entre EUA e China, historicamente causam aumento da inflação e redução do crescimento econômico. A incerteza gerada por esses eventos amplia o intervalo de confiança das projeções econômicas.

O Relatório de Política Monetária do BC manteve a projeção de crescimento do PIB em 1,6% para 2026. Contudo, o documento alerta que a previsão está sujeita a maior incerteza devido aos conflitos no Oriente Médio. Se prolongado, o conflito pode gerar um choque negativo de oferta, com impactos predominantes de aumento da inflação e redução do crescimento, embora setores como o petrolífero possam se beneficiar.

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