O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do Brasil, subiu 0,32% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O resultado desacelerou em relação à alta de 0,70% registrada em setembro.
Com o resultado, o índice acumula alta de 4,15% no ano e de 4,62% em 12 meses, acima do teto de 4,5% da meta de inflação. O avanço ficou abaixo da expectativa de 0,44% estimada por 30 instituições consultadas pelo Valor Data.
O grupo Alimentação e bebidas teve alta de 0,88% e foi o principal impacto sobre o índice. Os preços do tomate subiram 24,5%, os da cebola avançaram 13,6%, os da batata inglesa aumentaram 10,9% e os do arroz, 5,8%.
A alimentação fora do domicílio ficou 0,56% mais cara. Já o grupo Transportes avançou 0,05%, influenciado pela queda de 9,24% nas passagens aéreas e pelas altas do óleo diesel, de 3,7%, do etanol, de 2,73%, e da gasolina, de 0,92%.
O grupo Habitação recuou 0,1%, principalmente pela queda de 0,89% na energia elétrica. Em setembro, o item havia subido 7,42%; em outubro, a redução ocorreu com a mudança da tarifa amarela para a verde, que não prevê cobrança adicional na conta de luz.
Despesas pessoais subiram 0,55%, com altas de 4,3% nos ingressos de cinema, teatro e concertos, de 2,18% nos pacotes turísticos e de 0,62% no custo de empregado doméstico.
Segundo economistas ouvidos na análise, a inflação continua pressionada pela alta dos alimentos, pelo comportamento do câmbio e por fatores climáticos. As avaliações também mencionaram a demanda doméstica e as condições do mercado de trabalho como fatores de pressão sobre os preços.
O Banco Central trabalha com meta contínua de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, entre 1,5% e 4,5%. Nos dois meses anteriores, o acumulado em 12 meses do IPCA-15 havia ficado abaixo do teto da meta.
Fonte: O Globo