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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Agro brasileiro usará Turquia como rota alternativa para exportações

Nova rota via Turquia garantirá o fluxo de exportações do agronegócio brasileiro para o Oriente Médio e Ásia Central, contornando o Estreito de Ormuz.

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Agro brasileiro usará Turquia como rota alternativa para exportações

O agronegócio brasileiro ganhará uma nova rota de exportação para o Oriente Médio e Ásia Central. O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou nesta quinta-feira (26) um acordo que viabiliza o transporte de produtos agrícolas pela Turquia, como alternativa ao Estreito de Ormuz, atualmente afetado pela guerra no Oriente Médio. A medida visa evitar perdas no fluxo de exportações.

A estrutura portuária turca servirá como ponto estratégico para o escoamento da produção nacional. As cargas poderão seguir viagem sem a necessidade de cruzar o Golfo Pérsico, região central do conflito. Embora a rota já fosse utilizada, sua importância aumentou com o agravamento da crise e o bloqueio de uma das principais vias marítimas globais.

Este novo arranjo logístico oferece mais flexibilidade aos exportadores, permitindo que as cargas atravessem o território turco ou sejam armazenadas temporariamente antes do embarque final. O ministério destacou que a iniciativa traz previsibilidade ao setor em um cenário de instabilidade nas rotas internacionais.

Para viabilizar a rota, a Turquia implementou regras sanitárias mais rigorosas para produtos de controle veterinário, especialmente os de origem animal. O Brasil negociou um Certificado Veterinário Sanitário específico para permitir o trânsito ou armazenamento temporário das mercadorias em território turco.

O Estreito de Ormuz é crucial para o comércio global, sendo responsável pelo transporte de petróleo e produtos agropecuários. Seu fechamento impacta o comércio mundial e preocupa o agronegócio brasileiro não só pelas exportações, mas também pela dependência de insumos importados, como fertilizantes.

O Brasil importa cerca de 85% de seus fertilizantes, e uma parcela significativa das exportações globais desses produtos passa pela região em conflito. A interrupção da rota eleva o risco de desabastecimento e pode pressionar os custos de produção, afetando a produtividade agrícola futura.

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