O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quarta-feira (25/03/2026) que a eleição para o mandato-tampão ao governo do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro, será indireta. A decisão, comunicada ao governador em exercício Ricardo Coutinho, estabelece que a escolha será feita pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A escolha indireta ocorre em razão da "dupla vacância", com a ausência de vice-governador e a renúncia de Castro. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) permitem que os estados definam as regras para pleitos nessa situação. Castro renunciou na véspera do julgamento no TSE, onde foi condenado por abuso de poder político e econômico, o que resultou em sua inelegibilidade até 2030.
A renúncia impediu a cassação do mandato, mas a inelegibilidade compromete a intenção de Castro de disputar o Senado. A eleição indireta, quando o vácuo de poder ocorre mais de seis meses antes do fim do mandato, segue regras que ainda estão em debate no STF, incluindo voto secreto e prazo de desincompatibilização.
A sucessão no Rio foi complexificada pela ausência de vice-governador e pelo afastamento do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, por suspeita de obstrução de justiça.