O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu nesta terça-feira (24) uma estratégia para desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), buscando associá-lo à rejeição de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A cúpula petista, em reunião com a presença de parlamentares e do presidente do partido, Edinho Silva, decidiu focar em atacar a construção de um perfil "moderado" do senador.
A estratégia visa reforçar a ligação de Flávio com as atitudes de Jair Bolsonaro, que acumulou alta rejeição e perdeu as eleições de 2022. O objetivo é reverter a percepção de moderação que vem sendo construída em torno do senador, explorando episódios polêmicos de sua biografia, como o caso das rachadinhas e suspeitas de lavagem de dinheiro em sua loja de chocolates.
Petistas também pretendem relembrar a atuação de Jair Bolsonaro na pandemia de Covid-19 e sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe. A avaliação é que o eleitorado tem esquecido a ligação de Flávio com o sobrenome Bolsonaro.
A reunião também abordou o panorama das articulações estaduais do PT e a possível extensão da CPI do INSS. Há a possibilidade de um pedido de suspeição contra o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), por suposto envolvimento com a Igreja Lagoinha, citada no escândalo do Master. A reação ocorre após o ministro Flávio Dino dar um prazo para Viana explicar o envio de emendas a uma fundação ligada à igreja.