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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Aliados pressionam Flávio Bolsonaro a reconhecer vitória de Lula

Aliados do PL e ligados a Tarcísio pressionam Flávio Bolsonaro a reconhecer a vitória de Lula e organizar a oposição no Congresso.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) é pressionado por integrantes da direção de seu partido e por interlocutores ligados ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e concentrar esforços na reorganização da oposição.

Os aliados avaliam que a diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos inviabiliza uma tentativa de anulação do pleito e que a insistência na contestação pode prejudicar a consolidação de Flávio como liderança oposicionista.

A pressão ocorre após o senador afirmar, no domingo, que não reconheceria o resultado e que sua equipe jurídica buscaria anular a eleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio também questionou a extensão do horário de votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e fez alegações sobre a fiscalização do PL na Corte que foram classificadas como falsas pelo TSE.

Integrantes do PL e do entorno de Tarcísio defendem que Flávio reconheça a derrota e atue na formação de uma frente de oposição no Congresso. Segundo esses interlocutores, prolongar a disputa pode dificultar o diálogo com governadores e partidos que apoiaram o senador e agora precisam definir sua relação com o novo governo.

União Brasil, Republicanos e MDB, que apoiaram Flávio no segundo turno, já reconheceram a vitória de Lula. As siglas afirmaram, respectivamente, que a soberania popular se manifestou nas urnas, defenderam o diálogo com o Congresso e parabenizaram o petista pela reeleição.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu a mobilização de governadores e parlamentares de direita para fiscalizar o próximo governo, sem mencionar questionamentos ao resultado. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), outro apoiador de Flávio, disse que a possibilidade de anulação é “praticamente nula” e pediu que eleitores não fossem às ruas protestar.

Aliados avaliam que Flávio, que ficará sem mandato a partir de fevereiro, deve permanecer no Brasil e usar a votação recebida para manter a direita unida. O PL elegeu uma das maiores bancadas do Congresso, e integrantes da legenda defendem que o senador priorize a articulação com parlamentares e governadores.

Fonte: O Globo

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