O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta terça-feira (25) para manter o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL), elegível. Com o voto, o placar do julgamento ficou em 2 a 1 contra a condenação de Castro.
O caso apura suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo o uso da Fundação Ceperj e da Uerj. Segundo o Ministério Público Eleitoral, mais de R$ 500 milhões teriam sido mobilizados no esquema.
Nunes Marques entendeu que não há provas da participação direta de Castro no esquema. "Os elementos existentes não se traduzem em grau de certeza que permita apenar os integrantes da chapa eleita com as duras penas previstas", afirmou o ministro.
O julgamento foi retomado após pedido de vista de Nunes Marques. Antes dele, os ministros Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira votaram pela condenação e inelegibilidade de Castro.
Apesar da divergência, a expectativa é que a maioria da Corte mantenha a condenação. Ainda faltam votar os ministros Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, André Mendonça e a presidente do TSE, Cármen Lúcia.
Castro renunciou ao cargo de governador um dia antes da retomada do julgamento. A saída não interfere na análise do TSE sobre a inelegibilidade, mas impede a cassação do mandato.
A eventual condenação pode afetar os planos políticos de Castro, pré-candidato ao Senado em 2026.