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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Relator da CPI acusa Gilmar Mendes de proteger Toffoli em caso de fundo

Relator da CPI do Crime acusa Gilmar Mendes de blindar Dias Toffoli após suspender quebra de sigilo de fundo investigado. Senador promete recorrer e intensificar pressão sobre o STF.

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Relator da CPI acusa Gilmar Mendes de proteger Toffoli em caso de fundo

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, acusou nesta quinta-feira (19/03/2026) o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de criar um "muro de proteção" para o colega Dias Toffoli. A crítica surge após Gilmar suspender a quebra de sigilo do fundo Arleen, que negociou a compra de participação em uma empresa ligada a Toffoli. Vieira alegou que a decisão de Mendes visou anular a quebra de sigilo bancário e fiscal do fundo, que seria essencial para as investigações sobre pagamentos a terceiros. A CPI buscava informações sobre a movimentação financeira do fundo Arleen, o qual adquiriu em 2021 a participação da empresa Maridt, de Toffoli, em um resort no Paraná. Gilmar Mendes justificou a suspensão alegando que a CPI tentou contornar uma decisão anterior da Corte que já havia barrado a quebra de sigilo da Maridt, configurando "ilegalidades flagrantes". O relator da CPI rebateu a avaliação, acusando ministros do STF de agirem coordenadamente para frear as investigações e garantir a impunidade. Vieira também mencionou a articulação para a instalação de uma "CPI da Toga Master" para investigar o possível envolvimento de ministros do STF, como Toffoli e Alexandre de Moraes, no caso. A investigação sobre o fundo Arleen aponta ligações com estruturas financeiras do Banco Master e movimentações financeiras incompatíveis de um de seus cotistas. Esta decisão de Gilmar Mendes representa mais um revés para a CPI no STF, que na semana anterior já havia tido a quebra de sigilo da empresa Maridt suspensa. Vieira afirmou que recorrerá da decisão e intensificará a pressão política contra o STF.

Fonte: O Globo

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