A Transparência Internacional-Brasil afirmou nesta segunda-feira (26) que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser respeitada pelos atores políticos, mas cobrou do presidente eleito ações de combate à corrupção.
A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado, declarar no domingo que não aceitaria o resultado da eleição.
Segundo a organização, a margem apertada da disputa não representa um aval irrestrito ao desempenho do governo nem autoriza a continuidade de práticas que, na avaliação da entidade, agravaram problemas institucionais do país.
A ONG afirmou que o resultado revela um Brasil dividido e uma sociedade à espera de respostas para desafios ainda sem solução. Também reconheceu em Lula credenciais democráticas e histórico de respeito à ordem constitucional e ao processo eleitoral.
Ao mesmo tempo, a entidade associou parte dos problemas institucionais atuais a escolhas, omissões e prioridades observadas nos governos do petista. A organização criticou a relegação do combate à corrupção a uma posição secundária na agenda governamental e apontou reação insuficiente a retrocessos institucionais.
A Transparência Internacional-Brasil defendeu a recuperação da autonomia, dos quadros técnicos, dos recursos orçamentários e da capacidade operacional de órgãos de controle e fiscalização. A entidade também pediu o fortalecimento da independência e da qualidade regulatória de instituições como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e as agências regulatórias.
De acordo com o resultado final informado na fonte, Lula venceu a eleição com 51,79% dos votos, ou 68.256.232 votos, contra 48,21% e 59.826.041 votos de Flávio Bolsonaro.
No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,16%, uma diferença de 2.224.965 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: O Globo