O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira (19) a quebra de sigilo bancário do fundo de investimentos Arleen. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado havia aprovado a medida para investigar o Arleen por seus negócios com uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli.
Esta decisão segue o mesmo raciocínio de fevereiro, quando Mendes já havia barrado a quebra de sigilo da empresa Maridth Participações, da qual Toffoli é sócio. O ministro argumentou que a quebra de sigilo é uma medida excepcional e não pode ser aprovada de forma genérica.
A CPI do Crime havia solicitado a quebra de sigilo do Arleen devido ao seu vínculo com a Reag Investimentos, empresa envolvida em fraudes financeiras investigadas no caso do Banco Master. O fundo Arleen ganhou notoriedade após Toffoli admitir ser sócio da Maridth, que vendeu participação em um resort para o Arleen em 2021.
A CPI do Crime Organizado tem como objetivo diagnosticar o crime organizado no Brasil e propor medidas para combater facções e milícias. Recentemente, Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar casos relacionados ao Banco Master no STF.
Fonte: Agência Brasil