O Partido Social Democrático (PSD) enfrenta turbulências na definição de sua candidatura presidencial. A ascensão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais pressiona a sigla, que tem tido dificuldades em alinhar palanques regionais e consolidar apoios políticos. A decisão de antecipar o anúncio do pré-candidato, que deve ser o governador do Paraná, Ratinho Júnior, em vez de 15 de abril, sinaliza um realinhamento estratégico diante do avanço de Bolsonaro.
O PSD busca alianças nacionais com o MDB e Republicanos, mas os acordos ainda não estão definidos. Internamente, a legenda enfrenta desafios: governadores como Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO) já tiveram proximidade com o PL, partido de Flávio Bolsonaro, e há a possibilidade de comporem em um eventual segundo turno contra Lula. A situação é mais complexa para Ratinho Júnior, cujo partido no Paraná rompeu aliança com o PL.
Em Goiás, o PL lançou candidatura própria ao governo, contrariando os planos de Flávio Bolsonaro de uma aproximação com Ronaldo Caiado. No Rio Grande do Sul, o PL lançou o deputado Zucco, que enfraquece a base de apoio de Eduardo Leite. A federação União Brasil-PP sinaliza apoio a Zucco, prejudicando o candidato de Leite.
Enquanto o PSD tenta viabilizar uma candidatura própria, o PL busca se consolidar como a única opção da direita. O presidente do PP, Ciro Nogueira, tem negociado com a campanha de Flávio Bolsonaro e sugerido Ratinho Júnior como vice. No entanto, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, resiste à ideia e mantém o plano de candidatura própria.
A pressão do PL sobre Ratinho Júnior para desistir da candidatura presidencial e apoiar Flávio no primeiro turno não surtiu efeito. O governador do Paraná reafirmou sua intenção de concorrer, levando o PL a apoiar o senador Sérgio Moro (União Brasil) para o governo do estado, adversário do candidato do PSD.