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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Polícia Legislativa investigará vazamento de dados na CPMI do INSS

Polícia Legislativa vai apurar vazamento de informações sigilosas de Daniel Vorcaro na CPMI do INSS. Senador Carlos Viana confirma investigações e cita oitiva de presidentes do Banco Central.

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Polícia Legislativa investigará vazamento de dados na CPMI do INSS

A Polícia Legislativa do Congresso Nacional investigará o vazamento de dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro, obtidos durante a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático. A informação foi confirmada nesta terça-feira (17) pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Viana admitiu que houve tentativas e vazamentos de informações que deveriam permanecer restritas à investigação, incluindo dados particulares de Vorcaro que poderiam comprometer as provas. A declaração ocorre após o ministro do STF André Mendonça proibir, na segunda-feira, o acesso da CPMI a material apreendido na sala-cofre da comissão.

O senador ressaltou que o interesse da CPMI não são as informações de foro íntimo do investigado, mas sim seu relacionamento com entes da República, o sistema financeiro e o destino de dinheiro desviado. Viana pretende questionar o gabinete de Mendonça sobre a devolução do material, após a exclusão de dados privados.

Em outra frente, Viana confirmou a intenção de convidar para depor na CPMI do INSS, no mesmo dia, o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente Roberto Campos Neto. O objetivo é discutir o Caso Master e a oferta de crédito consignado, buscando ouvir as visões de ambos sobre o tema e evitar confrontos políticos.

“Da mesma forma que o escândalo do INSS passou por três governos, o Master também teve governos que influenciaram, porque não é um escândalo que começou agora”, afirmou Viana, defendendo que ambos têm explicações a dar sobre o caso.

Sobre a nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, Viana comentou que a deputada Maria Gorete Pereira, citada como figura central do esquema, já havia sido mencionada diversas vezes nas audiências da CPMI. O senador prevê novas prisões, além das 14 já efetuadas.

Viana também abordou o envolvimento de uma associação ligada à Igreja Batista Lagoinha nas investigações. Ele explicou que seis igrejas apareceram nos levantamentos e que os sigilos bancários de todos os investigados foram quebrados. O pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e ligado à igreja, foi apontado pela PF como operador financeiro do banco Master e convocado pela CPMI.

O presidente da CPMI ainda destacou a suspensão de novas operações de crédito consignado envolvendo o banco C6, determinada pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, devido a descumprimento de regras e cobranças indevidas. A suspensão vigorará até a restituição dos valores aos aposentados e pensionistas.

Por fim, Carlos Viana defendeu a prorrogação do prazo da CPMI, que se encerra em 28 de março, para que a investigação sobre o rombo na Previdência continue, mesmo em ano eleitoral.

Fonte: Agência Brasil

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