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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍCIA FEDERAL

PF desarticula esquema de fraudes no INSS e mira deputada, gestora e empresário

Operação Sem Desconto da PF mira deputada, advogada e empresário em esquema de fraudes no INSS. Desvios, propinas e lavagem de dinheiro em investigação.

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PF desarticula esquema de fraudes no INSS e mira deputada, gestora e empresário

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17) a Operação Sem Desconto, mirando na cúpula de um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Três suspeitos são os principais alvos: a deputada Gorete Pereira (MDB-CE), a advogada Cecília Rodrigues Mora e o empresário Natjo de Lima Pinheiro. A PF suspeita que os investigados lideravam uma organização criminosa responsável pelo desvio de verbas destinadas a aposentados e pensionistas.

A deputada Gorete Pereira é acusada de atuar na articulação política e operacional das fraudes, utilizando sua influência para facilitar acordos no INSS e pressionar servidores. Segundo a investigação, o nome da parlamentar aparece em uma planilha de propinas com o valor de R$ 780.433,50. Comprovantes de transferência e a promessa de compra de um imóvel de R$ 4,4 milhões, com pagamento parcial realizado de sua conta, reforçam as suspeitas. A PF desvenda esquema de fraudes no INSS com mensagens sobre jatinho e partilha de entidade para desviar verbas.

Cecília Rodrigues Mora, advogada, é apontada como articuladora central do esquema. Ela seria o elo entre os criminosos, servidores públicos e associações, intermediando o pagamento de propinas com recursos de Natjo de Lima Pinheiro. Utilizando planilhas, Cecília controlava os repasses mensais, disfarçados como 'Comissão Brasília BSB', para viabilizar descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Deputada é monitorada com tornozeleira eletrônica em caso de desvios no INSS, e o Ministro Mendonça impõe tornozeleira a deputada investigada por desvios no INSS.

Natjo de Lima Pinheiro, empresário, é investigado como o líder e administrador financeiro da organização. Ele seria responsável pela gestão das operações financeiras, definição de estratégias e pagamento sistemático de propinas, utilizando ao menos cinco empresas de fachada, incluindo um laboratório e uma clínica de saúde, para lavar o dinheiro desviado. Valores superiores a R$ 50 milhões em contratos e repasses, além de aquisição de imóveis e veículos com recursos ilícitos, são indícios de seu envolvimento. A PF deflagra nova fase da Operação Indébito contra fraudes no INSS.

O Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de prisão preventiva da deputada Gorete Pereira, mas determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Os pedidos de prisão de Cecília Rodrigues Mora e Natjo de Lima Pinheiro foram aceitos, com base em fortes indícios de organização de uma complexa estrutura criminosa, apropriação indevida de valores e lavagem de dinheiro. Mendonça veta acesso a dados de investigado na CPI do INSS e também impede CPMI de acessar dados sigilosos de banqueiro.

A investigação aponta ainda a participação da cúpula do INSS no esquema, com evidências de articulação direta da deputada Gorete com o ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, e um diretor da Dataprev. Comprovantes de pagamentos, hospedagens e passagens aéreas em nome de assessores e conversas sobre repasses a diretores e procuradores do INSS também foram encontrados. Defesa de Lulinha confirma viagem a Portugal com lobista do INSS e MPF quer transformar prédio abandonado do INSS no Rio em moradia popular.

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