O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assegurou que as investigações sobre o caso Master serão conduzidas com rigor, "doa a quem doer". A declaração foi feita em reunião com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e seus representantes em 27 estados, após questionamentos sobre a proximidade de ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin sinalizou que a Polícia Federal analisará as apurações.
Paralelamente, o ministro buscou interlocução com colegas do STF, incluindo o relator do caso, André Mendonça, e presidentes de tribunais superiores. O objetivo é conter a crise institucional gerada pelas revelações, que incluem troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e Vorcaro em 2025. A OAB, por sua vez, defendeu em nota uma "apuração rigorosa dos fatos envolvendo qualquer autoridade".
Durante o encontro com a OAB, outros temas como o inquérito das fake news e a proposta de código de conduta para o Judiciário foram debatidos. Fachin reconheceu o "momento de tensão" vivido pelo Judiciário em reunião com presidentes de tribunais, mencionando a discussão sobre supersalários, mas reiterou a importância da transparência e da justificativa das decisões judiciais para manter a confiança pública.
As ações de Fachin ocorrem em um contexto de movimentações do STF para lidar com questionamentos à Corte. Ministros como Gilmar Mendes e Flávio Dino defenderam a "maturidade" e a "parcimônia" institucional, respectivamente, diante das críticas. O julgamento que definirá a prisão de Vorcaro pela Segunda Turma do STF é o próximo marco importante no caso.