O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a atuação da Corte nesta terça-feira (10), afirmando que a instituição "erra, mas acerta muito mais". A declaração ocorreu durante um julgamento sobre desvios em emendas parlamentares e em um momento de alta pressão sobre o STF devido ao caso Master, que envolve supostas mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Dino ressaltou que a decisão sobre transparência e rastreabilidade de emendas é um "acerto especialmente importante". O ministro também comentou o pedido de CPI para investigar Moraes e Dias Toffoli, que aguarda decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Dino citou o caso do "orçamento secreto" como um precedente crucial para a rastreabilidade das emendas, elogiando a atuação de sua antecessora, Rosa Weber, por "iluminar" a importância da transparência. Ele reconheceu que as dificuldades citadas pelas defesas em rastrear emendas estão ligadas à falta de transparência anterior à decisão do STF.
O ministro também fez uma referência à música "Faroeste Caboclo", de Renato Russo, ao agradecer as sustentações orais. Ele comparou o papel do tribunal a ser um "exorcista dos diabos" que atuam na sociedade, indicando que a "moderação" estará presente no voto do relator, Cristiano Zanin. As investigações sobre o caso Master revelaram mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes em novembro de 2025, dias antes da prisão do banqueiro, levantando questionamentos sobre a conduta do magistrado e a relação com o escritório de advocacia de sua esposa, que prestava serviços ao Banco Master. Moraes nega ter recebido as mensagens.