A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS anunciou nesta terça-feira (10) que recorrerá da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a quebra de sigilo e convocação de 87 requerimentos. Entre eles, estava a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPI, informou que a advocacia do Senado apresentará um agravo regimental para que Dino reconsidere sua decisão. Com a suspensão, depoimentos previstos para esta segunda-feira, incluindo os da CEO da Crefisa, Leila Pereira, e do CEO do banco C6, Artur Ildefonso Azevedo, foram cancelados.
Viana criticou o que chamou de "afronta" do STF ao Congresso e disse que a advocacia do Senado buscará convencer os ministros da corte a votar contra a decisão de Dino. O tema deve ser levado ao plenário do STF entre os dias 13 e 20 de março.
Durante a sessão, que ocorreu mesmo com os cancelamentos, parlamentares criticaram o ministro Alexandre de Moraes. O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou o recebimento de R$ 80 milhões pelo escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, após contrato com o banco de Vorcaro. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) reiterou a defesa pelo impeachment de Moraes.
As críticas também atingiram os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Parlamentares da oposição defenderam a quebra do sigilo de Fabiano Zettel, apontado como gerente de pagamentos a autoridades envolvidas no esquema de Vorcaro.