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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

CPI do INSS recorre contra decisão de Dino que anulou quebra de sigilo de Lulinha

CPI do INSS irá ao STF contra decisão de Flávio Dino que suspendeu quebra de sigilo de Lulinha. Comissão critica decisões monocráticas e mira membros do STF.

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CPI do INSS recorre contra decisão de Dino que anulou quebra de sigilo de Lulinha

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS anunciou nesta terça-feira (10) que recorrerá da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a quebra de sigilo e convocação de 87 requerimentos. Entre eles, estava a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPI, informou que a advocacia do Senado apresentará um agravo regimental para que Dino reconsidere sua decisão. Com a suspensão, depoimentos previstos para esta segunda-feira, incluindo os da CEO da Crefisa, Leila Pereira, e do CEO do banco C6, Artur Ildefonso Azevedo, foram cancelados.

Viana criticou o que chamou de "afronta" do STF ao Congresso e disse que a advocacia do Senado buscará convencer os ministros da corte a votar contra a decisão de Dino. O tema deve ser levado ao plenário do STF entre os dias 13 e 20 de março.

Durante a sessão, que ocorreu mesmo com os cancelamentos, parlamentares criticaram o ministro Alexandre de Moraes. O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou o recebimento de R$ 80 milhões pelo escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, após contrato com o banco de Vorcaro. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) reiterou a defesa pelo impeachment de Moraes.

As críticas também atingiram os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Parlamentares da oposição defenderam a quebra do sigilo de Fabiano Zettel, apontado como gerente de pagamentos a autoridades envolvidas no esquema de Vorcaro.

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