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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUDICIÁRIO

Defesa de Daniel Vorcaro pede transferência e fim de monitoramento de visitas no presídio

Advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedem ao STF a transferência do banqueiro para outro presídio em Brasília e o fim do monitoramento de áudio e vídeo nas visitas. A defesa alega que a comunicação reservada é essencial para o direito de defesa. Vorcaro foi transferido para Brasília após a PF apontar riscos à sua segurança.

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Defesa de Daniel Vorcaro pede transferência e fim de monitoramento de visitas no presídio

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência do empresário para outro presídio em Brasília. Além disso, os advogados pediram que as visitas advocatícias ocorram sem monitoramento de áudio ou vídeo na Penitenciária Federal da capital. A petição foi protocolada na última sexta-feira (6).

Segundo a defesa, a direção da unidade prisional informou que as visitas seriam agendadas apenas para a semana seguinte e que haveria monitoramento por áudio e vídeo, impedindo até mesmo a entrada com papel e caneta. Os advogados argumentam que a comunicação reservada com o cliente é essencial para o direito de defesa.

Caso as garantias não sejam asseguradas, a defesa pediu que Vorcaro seja transferido para um estabelecimento em Brasília que permita o exercício pleno das prerrogativas legais. Vorcaro foi transferido para Brasília na sexta-feira, sob forte esquema de segurança, a pedido do ministro André Mendonça, do STF, após a Polícia Federal indicar riscos à segurança pública e à integridade do investigado.

O banqueiro deixou a Penitenciária de Potim, em São Paulo, e desembarcou em Brasília com reforço de segurança da Polícia Federal. Após exames no Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal, ele foi levado ao sistema penitenciário federal. A prisão ocorreu na quarta-feira, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master.

Na mesma quarta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão em Belo Horizonte. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário e apontado como líder de grupo que coletava informações sobre adversários do banco, suicidou-se horas após ser detido.

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