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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Lindbergh acusa Campos Neto de omissão dolosa na fiscalização do Banco Master

Deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) representa contra Roberto Campos Neto na PGR por suposta omissão na fiscalização do Banco Master.

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Lindbergh acusa Campos Neto de omissão dolosa na fiscalização do Banco Master

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quarta-feira (5) para apurar a conduta do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante a gestão da instituição em meio às fraudes do Banco Master. Lindbergh Farias classificou a postura de Campos Neto como "omissão dolosa".

A ação, protocolada na PGR, visa investigar se decisões administrativas e condutas de Campos Neto favoreceram as irregularidades do banco, cujo dono, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal. "Para que seja investigada omissão dolosa de Campos Neto na fiscalização bancária e se apure indícios de que norma editada durante sua gestão possa ter contribuído para facilitar fraudes atribuídas ao Banco Master", disse o deputado em rede social.

O parlamentar também citou o ex-diretor do Banco Central, Paulo Souza, afastado do cargo por supostas ligações com Vorcaro. Souza e Belline Santana foram afastados por decisão do ministro André Mendonça, do STF, após investigações apontarem suspeitas de que prestavam "consultoria informal" ao banqueiro em troca de vantagens indevidas.

Campos Neto, que deixou a presidência do Banco Central em janeiro de 2025, atua hoje como vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. A empresa informou que não comentará o caso. A reportagem não localizou a assessoria do ex-presidente do BC.

A articulação política para vincular o caso Master à gestão de Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro em 2019, tem sido discutida no Palácio do Planalto. A ministra Gleisi Hoffmann (PT) afirmou nas redes sociais que a operação "expôs definitivamente a corrupção do Banco Central de Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto".

Relatos indicam que o Banco Central foi alertado por anos sobre a expansão alarmante do Banco Master, liquidado em novembro de 2025. Cartas de advertência foram enviadas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), e executivos de grandes bancos também expressaram preocupações à autoridade monetária.

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