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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Sucessão de Ratinho gera racha no PSD e ameaça debandada

Disputa pela sucessão do governador Ratinho Júnior no Paraná acirra os ânimos no PSD. Indicação de Guto Silva para o Palácio do Iguaçu gera insatisfação em aliados como Alexandre Curi, que ameaça deixar o partido. Rafael Greca também é cotado e pode migrar para o PP.

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Sucessão de Ratinho gera racha no PSD e ameaça debandada

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), enfrenta um racha em seu partido devido à sucessão no Palácio do Iguaçu. A indicação do secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), como preferido para o cargo, desagrada aliados e aumenta o risco de debandada da sigla. Saiba mais sobre a sucessão de Ratinho.

Apesar de manter a decisão publicamente indefinida, Ratinho Júnior demonstra inclinação a indicar Guto Silva, atual secretário das Cidades. A pasta, que tem forte capilaridade com prefeitos paranaenses, equivale à antiga Secretaria do Desenvolvimento Urbano, por onde passaram o próprio Ratinho, Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PDT).

Em resposta à possível indicação de Guto Silva, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), sinaliza que pode deixar o partido caso a definição não ocorra até o fim de março. Curi, que também almeja o governo, tem até a janela partidária em abril para trocar de sigla sem perder o mandato.

"Eu tenho conversado com o governador, antes mesmo de qualquer movimento que será feito. Nos falamos antes da viagem dele para o exterior e teremos uma conversa definitiva nesta semana", afirmou Curi. O parlamentar tem recebido acenos do Republicanos, onde conta com o apoio do irmão Rodrigo Curi, vice-presidente estadual da sigla, e do deputado federal Pedro Lupion. Felipe Curi recebe promessas de apoio do PL.

Outro nome cotado para disputar o governo é o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), atual secretário de Desenvolvimento Sustentável. Ele tem manifestado o desejo de permanecer no PSD, mas recebeu uma oferta do PP, comandado pelo deputado federal Ricardo Barros.

Barros confirmou o interesse na filiação de Greca, destacando que a vinda do secretário não seria um gesto de oposição, mas uma forma de conciliar os prazos do governador. Paralelamente, o PP tem negado a possibilidade de apoiar a candidatura do senador Sergio Moro (União-PR), apesar de sua boa posição nas pesquisas.

A nível nacional, PSD e PP ensaiam uma federação, o que implicaria marchar juntos nas eleições. A rejeição do PP a Moro já foi externada pelo senador Ciro Nogueira (PI).

Sergio Moro também pode contar com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Flávio Bolsonaro critica Lula e pede impeachment. Flávio Bolsonaro busca construir palanques fortes e vê Moro como um nome competitivo contra os indicados por Ratinho Júnior e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A esquerda paranaense se organiza em torno do deputado estadual Requião Filho (PDT), em chapa com o PT. Inicialmente, o PT considerou lançar o presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri, como candidato ao governo, mas optou pela composição com Requião e pela indicação de Verri ao Senado. No entanto, Verri abriu mão da vaga para acomodar a ministra Gleisi Hoffmann (PT), atendendo a um pedido direto de Lula para fortalecer a bancada petista no Senado.

Fonte: O Globo

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