O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou em janeiro a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF).
A quebra de sigilo autorizada por Mendonça ocorreu antes de a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS deliberar sobre o mesmo pedido. O caso ganhou repercussão após o site Poder 360 publicar a informação, confirmada posteriormente pelo jornal O Globo.
A CPI do INSS, em pacote de requerimentos aprovado em bloco de forma simbólica nesta quinta-feira, decidiu pela quebra de sigilo de Fábio Luís, além de outros investigados, como Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. A votação gerou protestos de parlamentares governistas devido ao método de aprovação.
O presidente da CPI, Carlos Viana (PSD-MG), anunciou a aprovação dos requerimentos após registrar a oposição de apenas sete dos 31 parlamentares presentes. A sessão foi interrompida após a confusão.