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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Estudo propõe fim gradual da escala 6x1 para atenuar impacto econômico

Estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) propõe implementação gradual do fim da escala 6x1 em quatro fases para atenuar impactos econômicos e evitar choque de custos abrupto.

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Estudo propõe fim gradual da escala 6x1 para atenuar impacto econômico

Uma proposta de implementação gradual e setorial para o fim da escala de trabalho 6x1 pode minimizar os riscos de impactos negativos na economia brasileira. A sugestão vem de um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP), elaborado pelo economista Daniel Duque. A ideia é que a redução da jornada semanal para 40 horas seja aplicada primeiramente em setores com menor percentual de trabalhadores em regime de 44 horas semanais.

Setores como o comércio alertam para o aumento de custos com a mudança da jornada, o que poderia ser repassado aos consumidores e afetar empregos e produção. Para evitar um choque abrupto, o CLP detalha um plano de transição em quatro fases.

No primeiro ano, a redução se aplicaria a segmentos com até 50% de trabalhadores em 44h semanais, como administração pública e serviços financeiros. No segundo ano, a medida se estenderia a setores com até 60% de trabalhadores nessa condição, incluindo fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos. Já no terceiro ano, seriam incluídos setores com até 80% de contratos de 44h, como publicidade e telecomunicações.

A fase final contemplaria os demais setores, incluindo o comércio, onde cerca de 93% dos trabalhadores atuam em jornadas acima de 44 horas. Nesse momento, já seria possível utilizar as experiências anteriores e aplicar medidas compensatórias, como treinamento e digitalização.

Duque argumenta que o modelo permite testar os efeitos da mudança, evitando um choque de custo concentrado e mitigando quedas projetadas de 1,1% no emprego formal, 0,7% na produtividade e 0,7% no PIB agregado.

O estudo também recomenda que a aplicação gradual da medida não seja atrelada à desoneração da folha de pagamento, sugerindo que esta última seja discutida em uma reforma tributária mais ampla.

Fonte: O Globo

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