Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O texto, já aprovado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) na véspera, segue agora para o Senado.
O acordo ainda necessita de ratificação nos Congressos da Argentina, Paraguai e Uruguai. O Parlamento Europeu solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica da proposta.
A aprovação na Câmara ocorreu em votação simbólica, com voto contrário da federação Psol-Rede. O acordo visa criar uma área de livre comércio, com redução gradual de tarifas e preservação de setores sensíveis, além de mecanismos de solução de controvérsias.
O texto, assinado em 17 de janeiro no Paraguai, foi enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2 de fevereiro. Após debate, o relatório sobre o acordo foi aprovado por unanimidade pela representação brasileira no Parlasul nesta terça-feira (24).
O acordo prevê a redução de tarifas de importação. O Mercosul zerará impostos sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos, enquanto a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
Considerada a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes, o acordo pode impulsionar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, segundo estimativas da ApexBrasil.