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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Empresária passa mal e encerra depoimento na CPMI do INSS

O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na CPMI do INSS foi interrompido após ela passar mal. A sessão foi suspensa para atendimento médico. A empresária é suspeita de envolvimento em esquema de desvios de R$ 100 milhões do INSS.

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Empresária passa mal e encerra depoimento na CPMI do INSS

O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi interrompido nesta terça-feira (26) após ela passar mal. O mal-estar ocorreu durante o interrogatório conduzido pelo relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL).

O presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), suspendeu a sessão para que a empresária recebesse atendimento médico. Ingrid deixou o local antes do fim de sua oitiva.

A empresária foi convocada após Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, faltar à comissão. Ingrid é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, ambos ligados à Conafer. A entidade é suspeita de receber mais de R$ 100 milhões de descontos ilegais em benefícios previdenciários.

Segundo a CPMI, parte do dinheiro desviado passou por contas de empresas das quais Ingrid era sócia. O relator da comissão afirmou que a empresária recebeu mais de R$ 13 milhões, provenientes de aposentados e pensionistas.

Antes de depor, Ingrid obteve um habeas corpus do STF que lhe permitia permanecer em silêncio. Ela foi questionada sobre as atividades do marido e o envolvimento das empresas no esquema de descontos indevidos do INSS. Ingrid alegou desconhecimento e disse que a gestão financeira cabia a Cícero Santos.

“Em relação a empresas, transferências, eu não vou conseguir responder nada para vocês, porque quem geria tudo isso, como ele falou aqui para todos vocês, era o meu esposo, Cícero. Inclusive, ele até traiu a minha confiança quando eu vi a Polícia Federal batendo na minha porta, acordando meus filhos e constrangendo a minha família”, declarou a empresária.

A sessão também foi marcada pela notícia de que o presidente da CPMI recorrerá ao STF para garantir o depoimento de Daniel Vorcaro, que obteve um habeas corpus desobrigando sua presença. Vorcaro, em prisão domiciliar, seria questionado sobre irregularidades em empréstimos consignados.

Carlos Viana também solicitou a prorrogação dos trabalhos da CPMI por mais 60 dias e cogita acionar o STF caso não obtenha resposta sobre o pedido.

Fonte: Agência Brasil

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